CONTRA O LATROGENOCÍDIO DO POVO LÍBIO


CONTRA O LATROGENOCÍDIO DO POVO LÍBIO



Mantemos a recomendação do vídeo de Jean-Luc Godard, com sua reflexão sobre a cultura européia-ocidental, enquanto a agressão injusta à Nação Líbia perdurar.




Como contraponto à defesa de civis pelos americanos, alardeada em quase todas as recentes guerras de agressão que promovem, recomendamos o vídeo abaixo, obtido pelo Wikileaks e descriptografado pela Agência Reuters

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Crise social no mundo é ameça real, alerta a ONU



23/6/2011 12:30, Por Redação, com agências internacionais - de Genebra

Uma nova crise mundial se aproxima, prevê a ONU
O mundo enfrenta uma “crise social global” emergente provocada pelo desemprego generalizado, o elevado preço dos alimentos e combustíveis e outros efeitos da crise econômica de 2008-2009, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório divulgado essa semana em Genebra, sede da entidade.
No documento, a ONU adverte que as políticas de austeridade adotadas em vários países, principalmente na Espanha e na Grécia, ameaçam o emprego e põem em risco a recuperação das economias, agravando a crise social.
O secretário-geral adjunto da ONU para o desenvolvimento econômico, Jomo Kwame Sundaram, disse que os governos mundiais não estão conseguindo ajudar as 200 milhões de pessoas desempregadas em 2010 e que têm dificuldade em obter alimentos, por causa dos preços altos.
Segundo Sundaram, a acentuada alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis que precedeu a crise financeira mundial fez aumentar o número de pessoas com fome no mundo para mais de 1 bilhão em 2009. E a situação pode ser agravada pelas políticas de austeridade, alerta o relatório do Conselho Econômico e Social da ONU, aconselhando prudência aos governos.
“As medidas de austeridade tomadas por alguns países excessivamente endividados, como a Grécia ou a Espanha, ameaçam o emprego no setor público e a despesa social como tornam a retomada mais incerta e mais frágil”, diz o documento.
“Os governos devem reagir com prudência às pressões para a consolidação orçamental e para a adoção de políticas de austeridade se não querem correr o risco de interromper a recuperação da sua economia”, acrescenta.
O relatório frisa que esse problema não diz respeito apenas às economias mais desenvolvidas, uma vez que “muitos países em desenvolvimento, nomeadamente os que se beneficiam de programas do FMI [Fundo Monetário Internacional], também sofrem pressões para reduzir a despesa pública e adotar medidas de austeridade”.
No relatório, a ONU recomenda que os governos revejam “a natureza e os objetivos de base das condições” impostas pelas organizações internacionais para dar ajuda aos países em dificuldade.
“É essencial que os governos tenham em conta as prováveis consequências sociais das suas políticas econômicas” em áreas como a nutrição, a saúde e a educação, para não penalizar o crescimento econômico a longo prazo, de acordo com o documento.


- extraído de http://correiodobrasil.com.br/crise-social-no-mundo-e-ameca-real-alerta-a-onu/258489/ em 24/06/11

terça-feira, 21 de junho de 2011

Carta Manifesto da Marcha das Vadias de Brasília – Por que marchamos?


Em Brasília, marchamos porque apenas nos primeiros cinco meses desse ano, foram 283 casos registrados de mulheres estupradas, uma média de duas mulheres estupradas por dia, e sabemos que ainda há várias mulheres e meninas abusadas cujos casos desconhecemos; marchamos porque muitas de nós dependemos do precário sistema de transporte público do Distrito Federal, que nos obriga a andar longas distâncias sem qualquer segurança ou iluminação para proteger as várias mulheres que são violentadas ao longo desses caminhos.

No Brasil, marchamos porque aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas por ano, e mesmo assim nossa sociedade acha graça quando um humorista faz piada sobre estupro, chegando ao cúmulo de dizer que homens que estupram mulheres feias não merecem cadeia, mas um abraço; marchamos porque nos colocam rebolativas e caladas como mero pano de fundo em programas de TV nas tardes de domingo e utilizam nossa imagem semi-nua para vender cerveja, vendendo a nós mesmas como mero objeto de prazer e consumo dos homens; marchamos porque vivemos em uma cultura patriarcal que aciona diversos dispositivos para reprimir a sexualidade da mulher, nos dividindo em “santas” e “putas”, e muitas mulheres que denunciam estupro são acusadas de terem procurado a violência pela forma como se comportam ou pela forma como estavam vestidas; marchamos porque a mesma sociedade que explora a publicização de nossos corpos voltada ao prazer masculino se escandaliza quando mostramos o seio em público para amamentar nossas filhas e filhos; marchamos porque durante séculos as mulheres negras escravizadas foram estupradas pelos senhores, porque hoje empregadas domésticas são estupradas pelos patrões e porque todas as mulheres, de todas as idades e classes sociais, sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica, psicológica, física ou sexual.

No mundo, marchamos porque desde muito novas somos ensinadas a sentir culpa e vergonha pela expressão de nossa sexualidade e a temer que homens invadam nossos corpos sem o nosso consentimento; marchamos porque muitas de nós somos responsabilizadas pela possibilidade de sermos estupradas, quando são os homens que deveriam ser ensinados a não estuprar; marchamos porque mulheres lésbicas de vários países sofrem o chamado “estupro corretivo” por parte de homens que se acham no direito de puni-las para corrigir o que consideram um desvio sexual; marchamos porque ontem um pai abusou sexualmente de uma filha, porque hoje um marido violentou a esposa e, nesse momento, várias mulheres e meninas estão tendo seus corpos invadidos por homens aos quais elas não deram permissão para fazê-lo, e todas choramos porque sentimos que não podemos fazer nada por nossas irmãs agredidas e mortas diariamente. Mas podemos.

Já fomos chamadas de vadias porque usamos roupas curtas, já fomos chamadas de vadias porque transamos antes do casamento, já fomos chamadas de vadias por simplesmente dizer “não” a um homem, já fomos chamadas de vadias porque levantamos o tom de voz em uma discussão, já fomos chamadas de vadias porque andamos sozinhas à noite e fomos estupradas, já fomos chamadas de vadias porque ficamos bêbadas e sofremos estupro enquanto estávamos inconscientes, já fomos chamadas de vadias quando torturadas e estupradas por vários homens ao mesmo tempo durante a Ditadura Militar. Já fomos e somos diariamente chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES.

Mas, hoje, marchamos para dizer que não aceitaremos palavras e ações utilizadas para nos agredir enquanto mulheres. Se, na nossa sociedade machista, algumas são consideradas vadias, TODAS NÓS

SOMOS VADIAS. E somos todas santas, e somos todas fortes, e somos todas livres! Somos livres de rótulos, de estereótipos e de qualquer tentativa de opressão masculina à nossa vida, à nossa sexualidade e aos nossos corpos. Estar no comando de nossa vida sexual não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, e por isso somos solidárias a todas as mulheres estupradas em qualquer circunstância, porque foram agredidas e humilhadas, tiveram sua dignidade

destroçada e muitas vezes foram culpadas por isso. O direito a uma vida livre de violência é um dos direitos mais básicos de toda mulher, e é pela garantia desse direito fundamental que marchamos hoje e marcharemos até que todas sejamos livres.

Somos todas as mulheres do mundo! Mães, filhas, avós, putas, santas, vadias…

Todas merecemos respeito!

http://www.mulheresnopoder.com.br/2011/06/17/carta-manifesto-da-marcha-das-vadias-de-brasilia-%E2%80%93-por-que-marchamos/

HOMENAGEM DO BLOG A LEONEL DE MOURA BRIZOLA, Por MATEUS ALVES DA SILVA

Caros amigos,

Gostaria de não ser trabalhador assalariado, de ser livre dessa escravidão maldita, para ter o dia de hoje inteiro a escrever esta homenagem.

Homenagem a LEONEL DE MOURA BRIZOLA, neste sétimo aniversário de sua morte.

Não tenho. É hora do almoço, mas estes poucos minutos de liberdade condicional, utilizo como deveria.

Penso que o Brasil deveria parar hoje. Deveríamos forçá-lo a parar em homenagem a LEONEL DE MOURA BRIZOLA.

Haverá quem discorde do homenageado e da homenagem. Haverá as futilidades/inutilidades catedráticas, alternativas, avançadas etc, a dizer que se trata de equívoco, de erro primário, de personificação da história etc e tal.

Que fiquem as inutilidades a cuidarem de suas inutilidades, as debilidades a darem contas de suas indigências existenciais e humanas...

Não há tempo sequer para a homenagem, quanto mais para esse tipo de coisas.

Pois bem. Na falta de tempo, cedo o espaço a Pedro Porfírio, com sua colocação abaixo.

Se não tão "correta" do ponto de vista dos teóricos do nada, ao menos sincera e profunda:

Fala, Pedro, fale por nós, que sentimos o mesmo pesar e desamparo dessa ausência, da ausência do velho Briza, no cenário dessa farsa chamada Brasil.




"Se estivesse vivo, com quem estaria hoje Leonel Brizola?

Pelo que sei de sua natureza, ele faria de tudo para evitar uma marcha à ré no Brasil

“Cá para nós. Um político de antigamente, o senador Pinheiro Machado, dizia que a política é a arte de engolir sapo. Não seria fascinante fazer agora a elite brasileira engolir o Lula, sapo barbudo?”
Leonel Brizola, 1989

Neste 21 de junho, data do sétimo aniversário da morte surpreendente (e um tanto inexplicável) de Leonel de Moura Brizola, varei a madrugada com uma pergunta na cabeça e uma redobrada disposição para a prospecção dos alvos que escolho para comentar: qual seria a posição do caudilho o hoje, diante de um jogo de poder grosseiro, cuja marca mais realçada é a tentativa das raposas de apoderarem-se do governo da primeira presidente mulher?


É claro que os elementos reunidos para as minhas ilações não são incontestáveis, mas você há de reconhecer o enorme esforço que faço para imprimir exclusivamente com as tintas da honestidade e lisura as expressões do meu pensamento.

Se não fosse pela dogmática busca do que é correto, pelo menos à luz da minha percepção, que presumo aguda, estaria falando sozinho, exposto ao ridículo e ao desc rédito.

Pelas manifestações que recebo a cada opinião omitida, pela recente pesquisa que realizei e pelas conversas pessoais com alguns dos meus destinatários, posso dizer sem medo de errar que o meu “índice de credibilidade” é altamente positivo, perdoe-me a “imodéstia”.

Por isso, não me acanho em oferecer minhas opiniões, mesmo quando elas são motivadas por explícitas demonstrações de admiração e simpatia. Essa transparência, aliás, a meu ver, é a chave do respeito granjeado.

Isto é, não escondo minha inabalável crença em idéias que me alcançaram ainda de calças curtas. E exatamente em nome delas procuro demonstrar meu respeito por quem pensa diferente, até mesmo por quem está cronicamente em postura diametralmente oposta.

Lembro ainda, nestas premissas, que sempre estive envolvido dentro dos acontecimentos. Não sou desses que se limitam ao camarote da observação e posam de analistas restritos ao ofício, escondendo suas preferências e suas con veniências sob o manto esfarrapado de compromissos profissionais com a imparcialidade.

Ser honesto é ser visível, é expor o verniz do seu pensamento, mesmo quando se expressa uma conclusão diferente de sua vontade. É, igualmente, nortear-se pelo indispensável distanciamento crítico: nem sempre os meus preferidos estão certos; nem sempre os meus “adversários” estão errados.





Pelo que sei, Brizola estaria com Dilma


Dito isso, posso afirmar com todas as letras que se vivo estivesse, neste momento, Leonel de Moura Brizola tomaria uma posição muito apaixonada em defesa da presidente Dilma Rousseff, diante dos enormes desafios que enfrenta, assim como se aliou ao “sapo barbudo” depois da rasteira que o tirou do segundo turno, em 1989.

Eu mesmo não posso esconder minhas preocupações, decorridos seis meses da posse da primeira mulher a comandar o país. As condições em que ela chegou à Presidência, os interesses econômicos e a hipertrofia das ambições insaciáveis dos políticos brasileiros, para a maioria dos quais o mandato é uma poderosa ferramenta da causa própria, impõem-me uma atitude serena e consequente, focando principalmente o “depois”.

Leonel de Moura Brizola tinha o domínio da hierarquia d o processo e não se fazia de rogado nas horas decisivas, mesmo a contragosto. Tentava conviver com o mundo cosmopolita, frio e calculista com enorme dificuldade. Deixava-se dominar pelo emocional em muitas situações, perdia a batalha da vaidade ferida principalmente ante a traições que sofria, mas sempre se posicionava com a lucidez devida nos momentos fatais de nossa história.

Posso dizer isso de conversas pessoais com ele e testemunhos de corpo presente. Ninguém poderia esperar dele uma indignidade, uma atitude movida pela mesquinharia ou pelo cálculo ardiloso dos interesses de sua carreira política.

O Brizola que conheci, com quem mantive ao longo dos anos uma relação crítica em público, tinha como ponto de partida e como referencial exclusivo sua identificação com o povo trabalhador e com a soberania nacional.

Houvesse ameaça em relação a esses postulados, não era difícil saber onde encontrá-lo. Em mais de uma fez, abriu mão de mágoas pessoais, de se ntimentos feridos para se apresentar como soldado daqueles que mais próximos estivessem de suas grandes causas. Isso sem pedir nada em troca, até porque lhe repugnava o convívio com a boçalidade fisiológica.

Contra a cobiça insaciável das raposas

Neste momento, Leonel de Moura Brizola, que conhecia Dilma muito bem, que em várias situações conviveu com Carlos Araújo, ex-marido dela e militante íntegro, estaria detectando com sua intuição inigualável a terrível trama das velhas raposas, da abominável “correlação de forças” para acanhá-la na furna do poder, tentando fazer dela uma espécie de rainha da Inglaterra tropical, que se veria forçada a ceder as rédeas a um “premier” virtual saído do pior cruzamento da política e dos grandes interesses econômicos.

É o que eu estou vendo nessa feira de lobbies espúrios, que vêem fraqueza e insegurança no modo cerimonioso da presidente Dilma. É o que percebo com enorme preocupação, inclusive em relação à sua capacidade de resistir, tais os espantalhos que rondam sua cabeça e podem penetrar em seus recônditos, fragilizando seu inconsciente, algo que se explicaria melhor recorrendo à mescla das interpretações políticas e existenciais.

Leonel de Moura Brizola, que desconfiava da análise científica e desprezava currículos, guiando-se tão somente por sua intuição aguda, não teria dúvida e estaria oferecendo a Dilma toda a sua experiência, incluindo o reconhecimento de alguns erros e fracassos, como lições oportunas para que afirme sua condição de presidente legitimamente eleita no mar de esperanças que a fez quebrar todo tipo de tabu: ela não foi apenas a primeira mulher presidente, mas foi igualmente alguém que tinha na disputa presidencial sua primeira pugna e, mais significativo ainda, era assimilada por um partido ao qual se juntou no meio do caminho por acidente de percurso.

Tem muito dono da verdade em seu entorno e uma qua drilha de políticos sem menor recato insistindo em fazer do rateio das prebendas e da distribuição de verbas carimbadas (as tais emendas parlamentares) a condição de governabilidade indispensável para o nível de suas responsabilidades.

Tem gente tão canalha e tão sem escrúpulo que joga até com suas condições de saúde como forma de implementar um terrorismo do mais baixo nível, tudo para que seu governo seja fatiado de todas as formas, levando-a a concessões e a retrocessos dramáticos.

Se vivo fosse, insisto, Leonel de Moura Brizola estaria oferecendo o melhor de sua grandeza para nutrir sua ex-correligionária (e fã de carteirinha) das energias necessárias, antes que aconteça aqui o pior, antes que o redemoinho em que tentam sufocá-la abra caminho para a volta ao que há de pior na atividade política brasileira.

Isso eu digo com toda segurança, porque também não gostaria de ver o Brasil dando marcha à ré, não interessa pelas mãos de quem. Principal mente da presidente que um dia se entregou de corpo e alma ao mais generoso dos sonhos juvenis.
Pedro Porfírio

http://www.facebook.com/porfiriolivre

domingo, 19 de junho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011

HOMENAGEM DO BLOG A JOSÉ SARAMAGO, por MATEUS ALVES DA SILVA

Hoje, 18 de junho de 2011, completamos um ano sem a presença de JOSÉ SARAMAGO.

Particularmente, e sem consultar a equipe, como editor do blog, sinto-me na obrigação desta homenagem a esse grande sujeito.

Desnecessário estender as apresentações. JOSÉ SARAMAGO foi JOSÉ SARAMAGO, e só.

Mais, o gogle mostrará.

Dele, eu lembraria apenas duas colocações que dão idéia de quem foi SARAMAGO e da sua visão humanista de mundo e, principalmente, deste quase incompreensível mundo atual. Ouçam SARAMAGO:

"Ao poder, a primeira coisa que se diz é "não. Não por ser um "não", mas porque o poder tem de ser permanentemente vigiado. O poder tem sempre tendência para abusar, para exorbitar" (março/90)

"Na falsa democracia mundial, o cidadão está à deriva, sem a oportunidade de intervir politicamente e mudar o mundo. Atualmente, somos seres impotentes diante de instituições democráticas das quais não conseguimos nem chegar perto." (outubro/05)


SARAMAGO, porém, parece que estava se referindo apenas às instituições formais da democracia...

Não levava em conta, à época, outras instituições, como, por exemplo, esta na qual você, leitor, agora está: a rede.

Se o poder pensava até aqui que não poderíamos chegar até ele, nós desconfiamos de que talvez ele não consiga mais chegar até nós.


Mais algumas, de SARAMAGO:

"Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo."

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."


18/06/11, 1 ano sem SARAMAGO. E a vida continua, contudo.

Governo ameaça acabar com aposentadoria integral dos servidores, por Congresso em Foco

18/6/2011 4:10, Por Congresso em Foco
“O Executivo cede a pressões do mercado financeiro e faz ‘terrorismo’ com os atuais servidores federais para aprovar a previdência complementar de natureza privada”
Lucieni Pereira da Silva*
O Jornal Valor Econômico de 13 de junho de 2011 noticia que o “governo federal deve propor o fim da garantia do benefício previdenciário integral para 1,1 milhão de servidores federais na ativa, caso o Congresso não aprove a reforma na previdência do funcionalismo federal”.
Ainda segundo a notícia, a “advertência tem origem na pressão financeira que a aposentadoria de 550 mil funcionários nos próximos cinco anos provocará no caixa da União, ampliando o já elevado déficit anual de R$ 52 bilhões no regime de previdência do funcionalismo”.
O debate feito pelo Governo não é transparente. O Governo Federal e os técnicos do setor não revelam, por exemplo, que 38% do deficit apurado em 2010 decorrem do pagamento de reformas e pensões dos servidores militares federais da ordem de R$ 20 bilhões, os quais permanecerão sem contribuir para a aposentadoria.
Cerca de 5,5% do déficit de R$ 52,7 bilhões se referem ao pagamento de benefícios dos servidores das áreas de segurança pública, saúde e educação do Distrito Federal custeados diretamente pela União por meio do Fundo Constitucional (FCDF), cujo rombo foi de R$ 2,9 bilhões e tende a crescer se nada for feito para reverter as contribuições previdenciárias para o referido fundo federal.
Não é revelado, por exemplo, que a soma das despesas com aposentadorias e pensões do Legislativo federal, Judiciário da União, Ministério Público e Tribunal de Contas da União, com unidades em todo o Brasil, representa apenas 2,85% do déficit da União apurado em 2010. Esse resultado comprova a sustentabilidade do regime próprio quando analisado no contexto de setores que historicamente contrataram servidores pelo regime estatutário.
Também não se fala que boa parte do déficit da aposentadoria de servidores públicos civis do Poder Executivo federal, da ordem de R$ 28,4 bilhões, deve-se ao fato de o regime geral de previdência social (INSS) não fazer a devida compensação financeira ao regime próprio de previdência dos servidores públicos civis, embora haja determinação constitucional para tanto.
Atualmente, o desequilíbrio entre o pagamento de benefícios previdenciários e as contribuições recolhidas ao regime próprio é resultado do crescimento das aposentadorias de cerca de 650 mil servidores celetistas que foram incorporados ao regime jurídico único federal em 1988 e, por força constitucional, têm direito a receber proventos integrais. Esse desequilíbrio ocorre porque, antes de 1988, uma parcela expressiva das contribuições previdenciárias foi recolhida ao INSS, que descumpre a legislação e não compensa o regime próprio da União.
A previdência complementar, entretanto, não alterará esse cenário, pois o resultado previdenciário tem causas históricas, associado ao descumprimento da legislação por parte do governo federal durante todo esse período, mesmo após as emendas 20, de 1998, e 41, de 2003.
O governo, porém, não percebe que pode dar um “tiro no próprio pé”. Além de fragilizar as carreiras do setor público, que deixarão de ser atraentes para os melhores profissionais do mercado, o projeto de previdência complementar trará impactos econômico-fiscais que não estão sendo considerados pelo ministro da Previdência Social, que faz intensa campanha no Congresso Nacional pela aprovação do Projeto de Lei nº 1992, de 2007.
A decisão política de adotar o regime de capitalização (poupança no mercado de capitais) das contribuições previdenciárias dos novos servidores e membros de Poder acarretará duas graves consequências, que afetarão diretamente o bolso do contribuinte.
De imediato, haverá necessidade de aumentar, ainda mais, a carga tributária brasileira, de forma a custear as aposentadorias e pensões que deixarão de ser pagas com as contribuições previdenciárias, as quais passarão a ser destinadas à formação de reservas financeiras no mercado de capitais, beneficiando apenas os bancos privados, que certamente fazem lobby pela aprovação do projeto em tramitação.
A segunda consequência, não menos pior, será o aumento considerável da despesa líquida com pessoal, em especial dos tribunais do Poder Judiciário da União, das Casas Legislativas, do Tribunal de Contas e Ministério Público da União, cujas despesas, no modelo atual, são quase que integralmente pagas com os recursos das contribuições previdenciárias (do servidor e patronal da União).
Isso aumenta, consideravelmente, o risco de descumprimento dos limites de pessoal fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Se algum poder ou órgão autônomo federal descumprir o limite de pessoal, a União fica proibida de realizar operações de crédito por vedação expressa na LRF, comprometendo a captação de recursos realizada pelo Tesouro Nacional e algumas operações do Banco Central.
Além disso, ficam proibidas, por vedação também expressa na LRF, contratações de novos servidores, inclusive para reposição de aposentadorias e falecimentos, aprovação de planos de carreira e concessão de quaisquer outros benefícios considerados no conceito de despesa com pessoal.
O Sindilegis luta pela democracia.
*Auditora federal de controle externo, segunda vice-presidente do Sindilegis

-extraído de: http://correiodobrasil.com.br/governo-ameaca-acabar-com-aposentadoria-integral-dos-servidores/256176/ em 18/06/11

Caso Battisti: União Europeia refuta o recurso da Itália e dificulta caminho até a Corte de Haia

17/6/2011 19:02, Por Redação, com agências internacionais - de Bruxelas e Roma

O Senado italiano quer levar a questão de Battisti à Haia
A Comissão Europeia de Justiça, em comunicado de emergência divulgado nesta sexta-feira, adianta a posição da Corte Internacional de Haia a respeito do caso Battisti. Segundo os juristas, o caso ameaça repercutir seriamente sobre as relações entre o Brasil e a Itália, mas “o problema é bilateral”, afirma a nota. Ainda segundo os juristas europeus, a questão sobre o caso do ex-ativista italiano, e sua consequente permanência no Brasil, trata-se um problema entre dois países soberanos. Não há recurso possível às instituiçoes jurídicas europeias ou em nível das Nações Unidas capaz de subverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro.
A legitimidade da libertação de Battisti e a concessão do status de refugiado politico foi confirmada também pela porta-voz Viviane Reding, da Comissão de Justiça da União Europeia. Ela afirmou que “a Comissão não está envolvida na questão de forma álguma”.
– As instituições europeias não querem promover o empenho de Bruxelas em uma guerra que já parece inevitavelmente perdida para a Itália – afirmou Reding.
Muito diferente é a posição do Ministro dos Exteriores italiano, Franco Frattini, que declarou à imprensa sua intenção de enviar uma reclamação formal à Corte Europeia dos Direitos Humanos de Haia.
– A partida não acabou assim – disse, inconformado, o ministro, que denuncia a libertaçao como “uma surra a todo o mundo democrático”. Ele anunciou a ativação de todos os “instrumentos de tutela internacional, porque esta decisão testemunha o prevalecimento da política sobre do direito”, mesmo sabendo das dificuldades que encontrará pela frente.
Procedimento complexo
A Corte informou ainda que, por enquanto, nada chegou ao Supremo Tribunal Europeu, mas avaliará cada pedido, caso a Itália queira seguir neste percurso. Um expert no assunto, porém, avisou que o procedimento e bastante complexo, porque o recurso a Haia não é um processo automatico, sendo preliminarmente requerido que os contendores, a Itália e o Brasil, abram canais de conciliação oficiais.
Para que o recurso à Corte Europeia seja efetivo, a Itália deverá, no prazo maximo de 6 meses a partir da decisão de Brasília, formalizar esta tentativa através de uma Comissão de Conciliação, constituida por peritos de ambas as partes, cujas determinações nao têm carater judiciario oficial. Somente depois será possível recorrer em Haia. Enfim, o máximo efeito do recurso à Corte Internacional será uma sentença de entendimento, a qual o Brasil deverá acatar.
O Ministro Frattini afirmou também que a Corte de Haia pode não ser a única opção a disposição da Itália, mas não especificou quais orgãos institucionais serão, eventualmente, chamados a se expressar sobre o assunto.
Enzo Cannizzaro, professor de Direito da União Europeia da Universidade La Sapienza, de Roma, explicou porém os limites de ação da diplomacia italiana:
– Além da Corte de l’Haia, não existem na Europa outras instituiçoes internacionais a que possa ser apresentada alguma apelação à decisão do STF, no caso Battisti. A Suprema Corte dos Direitos Humanos, por exemplo, é um orgão de purissima natureza internacionalista, que exerce portanto a sua jurisdiçao somente entre os paises que assinaram o Tratado de Roma, entre os quais não consta o Brasil. Também a ideia de recorrer à Corte de Strasboug não parece ser um percurso possivel, porque a esta cabem exclusivamente os casos de violação dos direitos humanos garantidos pela Convenção Europeia – concluiu.


-extraído de:http://correiodobrasil.com.br/caso-battisti-uniao-europeia-refuta-o-recurso-da-italia-e-dificulta-caminho-ate-a-corte-de-haia/256101/

quinta-feira, 16 de junho de 2011

STF considera constitucional a “marcha da maconha”

STF considera constitucional a “marcha da maconha”
15/6/2011 18:55, Por Redação, com STF - de Brasília
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a constitucionalidade da chamada “marcha da maconha”. A decisão, unânime, foi tomada no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 187, realizado nesta quarta-feira.
A ação foi ajuizada no STF pela Procuradoria-Geral da República, em 2009, para questionar a interpretação que o artigo 287 do Código Penal tem eventualmente recebido da Justiça, no sentido de considerar as chamadas marchas pró-legalização da maconha como apologia ao crime.
Seguindo o voto do relator, ministro Celso de Mello, a Corte deu interpretação conforme a Constituição ao dispositivo do Código Penal, para afastar qualquer entendimento no sentido de que as marchas constituem apologia ao crime. Para os ministros presentes à sessão, prevalece nesses casos a liberdade de expressão e de reunião. Os ministros salientaram, contudo, que as manifestações devem ser lícitas, pacíficas, sem armas, e com prévia notificação da autoridade competente.
Essa decisão tem eficácia para toda a sociedade e efeito vinculante aos demais órgãos do Poder Público, tendo validade imediata como preveem os parágrafos 1º e 3º do artigo 10 da Lei da ADPF (9.882/99).

extraído de: http://correiodobrasil.com.br/direto-do-plenario-stf-considera-constitucional-a-marcha-da-maconha/255064/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Manifesto da #MarchadaLiberdade



Convite à liberdade
Prisões, tiros, bombas, estilhaços, assassinatos. Por todo o país, protestos legítimos estão sendo reprimidos com ataques violentos da força policial. Querem nos calar.

Avenida Paulista, 21 de maio de 2011: Marcha da Maconha. A história se repete. A tropa de choque, sob os olhos do governo e da mídia, avança sem piedade sobre manifestantes armados apenas com palavras e faixas. As imagens do massacre à liberdade de expressão, registradas por câmeras, corpos e corações, ecoaram na rede e nas ruas com um impacto de mil bombas de efeito moral, causando indignação e despertando as pessoas de um estado anestésico. O que governo algum poderia desejar estava acontecendo: o povo começou a se organizar. Desta vez, não baixaríamos a cabeça.

Sete dias depois, defensores das mais diversas causas, vítimas das mais diferentes injustiças, estavam de volta ao mesmo local para dar uma resposta à opressão. As ruas de São Paulo foram tomadas por 5 mil pessoas de todas as cores, crenças e bandeiras. Na Internet, uma multidão espalhava a mensagem como vírus pelas redes sociais. Naquele dia, o Brasil marchou unido por um mesmo ideal. Nascia ali a Marcha da Liberdade.

Não somos uma organização. Não somos um partido. Não somos virtuais. Somos REAIS. Uma rede feita por gente de carne e osso. Organizados de forma horizontal, autônoma, livre.

Temos poucas certezas. Muitos questionamentos. E uma crença: de que a Liberdade é uma obra em eterna construção. Acreditamos que a liberdade de expressão seja a base de todas as outras: de credo, de assembléia, de posições políticas, de orientação sexual, de ir e vir. De resistir. Nossa liberdade é contra a ordem enquanto a ordem for contra a liberdade.

Convocamos:

Todos aqueles que não se intimidam, e que insistem em não se calar diante da violência. Contamos com as pernas e braços dos que se movimentam, com as vozes dos que não consentem. Ligas, correntes, grupos de teatro, dança, coletivos, povos da floresta, grafiteiros, operários, hackers, feministas, bombeiros, maltrapilhos e afins. Associações de bairros, ONGs, partidos, anarcos, blocos, bandos e bandas. Todos os que condenam a impunidade, que não suportam a violência policial repressiva, o conservadorismo e o autoritarismo do judiciário e do Estado. Que reprime trabalhadores e intimida professores. Que definha o serviço público em benefício de interesses privados.

Ciclistas, lutem pelo fim do racismo. Negros, tragam uma bandeira de arco-íris. LGBTT, gritem pelas florestas. Ambientalistas, cantem. Artistas de rua, defendam o transporte público.

Pedestres, falem em nome dos animais. Vegetarianos, façam um churrasco diferenciado!

Nossas reivindicações não têm hierarquia. Todas as pautas se completam na perspectiva da luta por uma sociedade igualitária, por uma vida digna, de amor e respeito mútuos. Somos todos pedestres, motoristas, cadeirantes, catadores, estudantes, trabalhadores. Somos todos idosos, índios, travestis. Somos todos nordestinos, bolivianos, brasileiros, vira-latas.

E somos livres.

Você tem poder! Nossa maior arma é a conscientização. Faça um vídeo, divulgue nas suas redes sociais, arme sua intervenção, converse em casa, no almoço do trabalho, no intervalo da escola. Compartilhe suas propostas nas paredes, no seu blog, no seu mural. Reúna-se localmente, convoque seus amigos, erga suas bandeiras, vá às ruas.

Estamos diante de um momento histórico global. Pela primeira vez, temos chance real de conquistar a liberdade. O mundo está despertando. Levante-se do sofá e vá à luta. Vamos juntos construir o mundo que queremos!



Espalhe a rebelião. #marchadaliberdade #worldrevolution
Princípios do movimento:
- Liberdade de organização e expressão;
- Contra a repressão e a violência policial em qualquer âmbito da sociedade;
- Contra o conservadorismo que pauta o judiciário e o Estado.



Reivindicação geral:

- Regulamentação que proíba o uso de armamentos pela polícia em manifestações sociais.


extraído de: http://www.marchadaliberdade.org/manifesto/ em 13/06/11

Entrevista com o jornalista Peter Odintsov - Moscou, 30 mai 2011

Fonte: Noviden: Startling revelations from a Swiss banking insider
Publicado: blog.antinovaordemmundial.com
http://www.revelacaofinal.com/2011/06/banqueiro-suico-desmascara-os...
Postado por Revelação Final
http://www.revelacaofinal.com/
Entrevista com o jornalista Peter Odintsov - Moscou, 30 mai 2011

Q: Pode nos dizer algo sobre o seu envolvimento no negócio bancário suíço?

R: Eu trabalhei para os bancos suíços durante muitos anos. Eu fui designado como um dos principais diretores de um dos maiores bancos suíços. Durante o meu trabalho eu estava envolvido no pagamento direto em dinheiro a uma pessoa que matou o presidente de um país estrangeiro. Eu estava na reunião onde foi decidido dar esse dinheiro em espécie para o assassino. Isto me deu dramáticas dores de cabeça e deixou muito conturbada a minha consciência. Não foi o único caso que foi muito ruim, mas foi o pior.
Foi uma instrução de pagamento por ordem de um serviço secreto estrangeiro escrito à mão que ordenava pagar uma certa quantia para uma pessoa que matou o líder de um país estrangeiro. E não foi o único caso. Recebemos em mão várias cartas escritas provenientes de serviços secretos estrangeiros dando ordens de pagamento em dinheiro a partir contas secretas para financiar revoluções ou o assassinato de pessoas. Posso confirmar que John Perkins escreveu no seu livro “Confissões de um Hit Man Económico” (veja vídeo com uma entrevista com Perkins ao final deste post). E realmente só existe um sistema e os bancos suíços estão envolvidos em tais casos.

Q: O livro de Perkins é também traduzido e disponível em russo. Você pode nos dizer qual foi o banco e quem foi o responsável?
R: Foi um dos três maiores bancos suíços na época e era o presidente de um país de terceiro mundo. Mas eu não quero dar muitos detalhes, porque eles irão me achar muito facilmente se eu disser o nome do presidente e o nome do banco. Eu iria arriscar minha vida.

Q: Você também não pode nomear qualquer pessoa do banco?
R: Não, eu não posso, mas posso assegurar-vos que isso aconteceu. Éramos várias pessoas na sala de reuniões. A pessoa encarregada do pagamento físico do dinheiro veio até nós e nos perguntou se ele tinha permissão para pagar uma quantia tão grande em dinheiro a essa pessoa, e um dos diretores explicou o caso e todos os outros disseram “ok, você pode fazê-lo“.

Q: Será que isso aconteceu muitas vezes? Era este um tipo de fundo clandestino?
R: Sim. Este foi um fundo especial administrado em um lugar especial no banco onde todas as cartas codificadas vinham do exterior. As cartas mais importantes eram escritas à mão. Tivemos de decifrá-las e nelas estava a ordem de pagar uma certa quantia de dinheiro das contas para o assassinato de pessoas, o financiamento de revoluções, combates, de todos os tipos de coisas. Eu sei que certas pessoas que fazem parte do grupo Bilderberg estavam envolvidas em tais ordens. Quer dizer, eles deram as ordens para matar.

Q: Pode nos dizer em que ano ou década que isso aconteceu?
R: Eu prefiro não dar-lhe o ano exato, mas foi na década de 80.

Q: Você teve algum problema com este trabalho?
R: Sim, um problema muito grande. Eu não conseguia dormir por muitos dias e depois de um tempo saí do banco. Se eu lhe dar muitos detalhes, eles vão me seguir. Vários serviços secretos estrangeiros, falando principalmente o inglês, deram ordens para financiar atos ilícitos, até mesmo o assassinato de pessoas por meio de bancos suíços. Tivemos que pagar por ordem de potências estrangeiras para a matança de pessoas que não seguem as ordens dos Bilderbergs ou o FMI ou o Banco Mundial, por exemplo.

Q: Esta revelação que você está fazendo é muito alarmante. Por que você sente o impulso de dizer isso agora?
R: Porque os Bilderbergs estão reunidos na Suíça. Porque a situação mundial está ficando cada vez pior. E porque os maiores bancos da Suíça estão envolvidos em atividades anti-éticas. A maioria destas operações estão fora do balanço. Ela é um múltiplo do que está oficialmente declarado. Estas operações não são auditadas, e isto acontece sem pagamento de quaisquer impostos. Os valores envolvidos têm um monte de zeros. São enormes somas de dinheiro.

Q: Então são bilhões?
R: É muito mais, são trilhões, completamente não-auditados, ilegais e fora do sistema fiscal. Basicamente é um roubo de todo mundo. Eu quero dizer a maioria das pessoas normais pagam impostos e respeitam as leis. O que está acontecendo aqui é completamente contra os nossos valores suíços, como honestidade imparcialidade e boa fé. Nas reuniões em que eu estava envolvido, as discussões eram completamente contra os nossos princípios democráticos. Veja você, a maioria dos diretores dos bancos suíços não são mais locais, eles são estrangeiros, principalmente anglo-saxões, ou americanos ou britânicos, E eles não respeitam a nossa neutralidade, não respeitam os nossos valores, eles são contra os nossa democracia direta, eles apenas usam os bancos suíços para os seus meios ilegais.

Eles usam grandes quantidades de dinheiro criado do nada e destroem a nossa sociedade e os povos no mundo inteiro apenas por ganância. Eles buscam o poder e destroem países inteiros, como Grécia, Espanha, Portugal ou a Irlanda, e a Suíça será uma das últimas da fila. E eles usam a China como seus escravos trabalhadores. E uma pessoa como Josef Ackermann (foto), que é um cidadão suíço, é o homem mais forte em um banco alemão e ele usa seu poder para a ganância e não respeita as pessoas comuns. Ele tem alguns casos jurídicos na Alemanha e agora também nos Estados Unidos. Ele é um Bilderberg e não se preocupa com a Suíça ou qualquer outro país.

Q: Você está dizendo que algumas dessas pessoas que você está mencionando irão estar participando da reunião do Grupo Bilderberg, que acontecerá em junho, em St. Moritz?
R: Sim.

Q: Então, eles estão atualmente em posição de poder?
R: Sim. Eles têm grandes quantidades de dinheiro disponível e irão usá-lo para destruir países inteiros. Eles destroem a nossa indústria e a constroem na China. Por outro lado, eles abriram as portas na Europa para todos os produtos chineses. A população trabalhadora da Europa está ganhando cada vez menos. O verdadeiro objetivo é destruir a Europa.

Q: Você acha que a reunião de Bilderberg em St. Moritz tem valor simbólico? Porque em 2009 eles se na Grécia, em 2010, em Espanha e olha o que aconteceu com eles. Será que isso significa a Suíça pode esperar algo de ruim?
R: Sim. A Suíça é um dos países mais importantes para eles, porque há tanto dinheiro aqui. Eles estão se reunindo lá, porque para além de outras coisas eles querem destruir todos os valores que a Suíça representa. Você vê que é um obstáculo para eles, não fazer parte da União Europeia ou do Euro, não ser totalmente controlado por Bruxelas, e assim por diante. Quanto aos valores, eu não estou falando sobre os grandes bancos suíços, porque eles não são mais suíços, a maioria deles são lideradas pelos norte-americanos. Eu estou falando sobre o verdadeiro espírito suíço que as pessoas comuns valorizam e mantem.
E é claro que tem um valor simbólico, como você disse, sobre a Grécia e a Espanha. Seu objetivo é ser uma espécie de clube de elite exclusivo que tem todo o poder, e todo o resto das pessoas são pobres e decadentes.

Q: Você acha que o objetivo de Bilderberg é criar uma espécie de ditadura global, controlada por grandes corporações globais, onde não exista mais estados soberanos?
R: Sim, e a Suíça é o único lugar com uma democracia direta e está no seu caminho. Eles usam a chantagem do “muito grande para cair”, como no caso da UBS para deixar o nosso país endividado, assim como fizeram com muitos outros países. No final, talvez eles queiram fazer com a Suíça o que eles fizeram com a Islândia, deixando todos os bancos e o país inteiro falido.

Q: E também para trazer a Suíça para a União Européia (UE)?
R: Claro que sim. A União Européia está sob as garras de ferro do grupo Bilderberg.

Q: O que você acha que poderia parar este plano?
R: Bem, esta é a razão de eu estar falando com você. É verdade. E a verdade é o único caminho. Colocar uma luz sobre esta situação, expô-la. Eles não gostam de estar no centro das atenções. Temos de criar transparência no setor bancário e em todos os níveis da sociedade.

Q: O que você está dizendo é que existe um lado correto no negócio bancário suíço e há alguns grandes bancos que estão abusando do sistema financeiro para suas atividades ilegais.
R: Sim. Os grandes bancos estão treinando seus funcionários com os valores anglo-saxões. Eles estão treinando para serem gananciosos e cruéis. E a ganância está destruindo a Suíça e todos os outros países. Como país, nós temos a maioria dos bancos que operam mais corretamente no mundo, se você olhar para os bancos pequenos e médios. São apenas os grandes que operam globalmente que são um problema. Eles não são mais suíços e não se consideram como tal.

Q: Você acha que é uma coisa boa que as pessoas estão expondo os Bilderbergs e mostrando quem eles realmente são?
R: Acho que o caso de Strauss-Kahn é uma boa oportunidade para nós, porque mostra que estas pessoas são corruptas, doentes em suas mentes, tão doente que eles estão cheios de vícios e estes vícios são mantidos em sigilo sob suas ordens. Alguns deles, estupram como Strauss-Kahn, outros são sadomasoquistas ou pedófilos e muitos estão envolvidos no satanismo. Quando você vai em alguns bancos que você vê estes símbolos satanistas, como no Banco Rothschild, em Zurique. Estas pessoas são controladas através de chantagens por causa das fraquezas que têm. Elas precisam seguir as ordens ou serão expostos, destruídos ou até mesmo mortos. A reputação de Strauss-Kahn não foi destruída apenas morta pela mídia de massa, ele poderia ser morto também literalmente.

Q: Já que Ackermann está no comité de direção do Grupo Bilderberg, você acha que ele é um grande tomador de decisão lá?
R: Sim. Mas existem muitos outros, como Lagarde, este provavelmente será o próximo chefe do FMI, também membro do Bilderberg, em seguida, Sarkozy e Obama. Eles têm um novo plano para censurar a internet, porque a internet ainda é livre. Eles querem controlá-la e usam o terrorismo ou qualquer outra coisa como uma justificativa. Eles poderiam até mesmo planejar algo horrível para que eles tenham uma desculpa.

Q: Então esse é o seu medo?
R: Não é apenas um receio, estou certo disso. Como eu disse, eles deram ordens para matar, então eles são capazes de coisas terríveis. Se eles têm a sensação de que estão perdendo o controle, como o levante agora na Grécia e na Espanha e, talvez a Itália será a próxima, então eles podem fazer outra rede Gladio (exército secreto europeu sob o comando da CIA e MI6, deixado dormente depois da 2º Guerra Mundial até que fosse necessário). Eu estava perto da rede Gladio. Como você sabe instigaram o terrorismo pago com dinheiro americano para controlar o sistema político na Itália e de outros países europeus. Em relação ao assassinato de Aldo Moro, o pagamento foi feito através do mesmo sistema que eu te falei.

Q: Ackermann foi parte deste sistema de pagamentos em bancos suíços?
R: (sorri)… você que é o jornalista. Olhe para a sua carreira e quão rápido ele chegou ao topo.

Q: O que você acha que pode ser feito para impedi-los?
R: Bem, existem muitos livros bons lá fora, que explicam a fundo e conectam os pontos, como o que mencionei do Perkins. Essas pessoas realmente têm assassinos que são pagos para matar. Alguns deles recebem o seu dinheiro através de bancos suíços. Mas não é só isso, eles têm um sistema instituído em todo o mundo. Estas pessoas estão preparadas para fazer qualquer coisa para manter o controle. E eu quero dizer realmente qualquer coisa.

Q: Através da exposição podemos detê-los?
R: Sim, dizendo a verdade. Estamos confrontando com criminosos realmente cruéis, e também grandes criminosos de guerra. É pior que genocídio. Eles estão prontos e capazes de matar milhões de pessoas apenas para permanecer no poder e no controle.

Q: O senhor pode explicar a partir do seu ponto de vista, porque a mídia de massa no ocidente é completamente omissa quanto ao Grupo Bilderberg?
R: Porque há um acordo entre eles e os donos dos meios de comunicação. Você não fala sobre isso. Eles os compram. Além disso, alguns dos grandes chefes da mídia são convidados para as reuniões, mas eles não ordenados a não relatar nada do que eles vêem e ouvem.

Q: Na estrutura do Grupo Bilderberg, há um círculo que sabe dos planos, e então há uma maioria que apenas seguem as ordens?
R: Sim. Você tem o círculo interno que estão envolvidos no satanismo e depois há as pessoas ingênuas ou menos informadas. Algumas pessoas ainda pensam que estão fazendo algo de bom, o círculo exterior.

Q: De acordo com documentos expostos e as próprias declarações, o grupo Bilderberg decidiu em 1955 criar a União Européia e o euro, e desta forma tomou decisões importantes e de grande alcance.
R: Sim, e você sabe que Bilderberg foi fundado pelo príncipe Bernard, um antigo membro das SS nazista e do partido nazista e ele também trabalhou para a IG Farben, cuja subsidiária produzia o Cyclone B (o pesticida utilizaqo nas câmaras de gás dos campos de extermínio). O outro homem era o chefe da Occidental Petroleum, que tinha relações estreitas com os comunistas na União Soviética. Trabalharam com ambos os lados, mas realmente estas pessoas são fascistas que querem controlar tudo, e qualquer um que fique em seu caminho é removido.

Q: O sistema de pagamento você explicou está fora das operações normais, compartimentada e em segredo?
R: Nos bancos suíços trabalhadores normais não sabem que isso está acontecendo. É como um departamento segreto dentro do banco. Como eu disse, estas operações estão fora do balanço, sem nenhuma supervisão. Alguns estão situados no mesmo edifício, outros estão de fora. Eles têm sua própria segurança e área especial, onde somente pessoas autorizadas podem entrar.

Q: Como eles mantêm estas transações fora do sistema Swift internacional?
R: Bem, algumas das listas Clearstream eram verdadeiras no início. Eles apenas incluiram nomes falsos para fazer as pessoas acreditarem que toda a lista fosse falsa. Você vê que eles também erram. A primeira lista era verdadeira, e você pode rastrear um monte de coisas. Você vê, existem pessoas ao redor que descobrem irregularidades, a verdade, e as reportam. Depois é claro que existem ações judiciais, e essas pessoas são forçadas a se calar. A melhor maneira de pará-los é dizer a verdade, colocar o holofote sobre eles. Se não forem impedidos, vamos acabar como os seus escravos.
Q: Obrigado por esta entrevista.

recebido em 13/06/11

Rússia: Chefe do FMI preso porque descobriu que o OURO dos EUA não existe mais.

31 de maio de 2011 - FONTE: http://www.whatdoesitmean.com
TRADUÇÃO: lhas3126@gmail.com
De acordo com este relatório do FSB, Strauss-Kahn tinha se tornado "cada vez mais preocupado" no início deste mês de maio depois que os Estados Unidos começaram a "enrolar" a sua prometida entrega DEVIDA ao FMI de 191,3 toneladas de ouro acordados no âmbito da segunda alteração dos artigos do acordo assinado pelo Conselho Executivo do FMI em Abril de 1978 que estavam a ser vendidos para financiar os chamados Direitos de Saque Especiais ( DSE ) como alternativa ao que é conhecido como moedas de reserva. Novo relatório preparado para o primeiro-ministro Putin pelo Serviço de Segurança Federal russo (FSB), afirma que o agora ex-Diretor Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI ), Dominique Strauss-Kahn [foto com Putin abaixo] que foi acusado e preso nos EUA por crimes sexuais em 14 de maio porque ele descobriu de que todo o ouro que deveria estar depositado nos Bullion Depository dos EUA em FORT KNOX está em 'falta e / ou desaparecido".
Em dúvida: primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, à esquerda, acredita que Dominique Strauss-Kahn, à direita, é vítima de uma conspiração obscura
Este relatório do FSB afirma, ainda, que Strauss-Kahn comentou suas preocupações com funcionários do governo norte-americano próximos ao presidente Obama de que foi "contatado" por "elementos marginais" de dentro da Agência Central de Inteligência ( CIA ), que lhe forneceram 'fortes indícios' de que todo o ouro que os EUA possuia ''foi embora, sumiu''.
Após Strauss-Kahn receber as provas de agentes dissidentes da CIA, o relatório continua, ele fez arranjos imediatos para deixar os EUA e ir para Paris, mas quando foi contatado por agentes que trabalham para a agência francesa de inteligência, a Direção General de Segurança Externa (DGSE), foi informado que as autoridades americanas estavam em busca de sua captura, ele fugiu para o aeroporto JFK de Nova York seguindo às instruções desses agentes franceses para que não usasse mais seu telefone celular, porque a polícia dos EUA poderia rastreá-lo e conseguir a sua localização exata (o que aconteceu).
Será que ainda existe um grama de ouro real em FORT KNOX ?
Depois que Strauss-Kahn estava acomodado em segurança em um vôo da Air France para Paris, já dentro do avião, segundo o relatório do FSB, ele cometeu um 'erro fatal', chamando o hotel a partir de celular de dentro do avião para pedir-lhes que transmitissem o celular que tinha sido deixado para trás na sua residência francesa. Assim, agentes dos EUA foram capazes de localizar e prendê-lo. [AB. A tradução, é muito ruim, e estou tentando consertá-la, sem ver o original.]
Na primeira quinzena de maio, o relatório continua, Strauss-Kahn solicitou a ajuda para seu amigo e alto banqueiro egípcio Mahmoud Abdel Salam Omar para retirar as provas de dentro dos EUA, provas que lhe foram dadas pelos agentes da CIA. Omar, no entanto, e exatamente como Strauss-Kahn antes dele, foi acusado ontem (dia 30 de maio) pelos EUA, também porcrime sexual (N.T. a mesma acusação sofrida por Julian Assange, do Wikileaks, por ter revelado segredos dos EUA em seu site), contra uma empregada de hotel de luxo. O FSB julga essa acusação 'inacreditável' ,devido a Mahmoud Abdel Salam Omar ser já um senhor de 74 anos de idade e Muçulmano devoto.
Mahmoud Abdel Salam Omar NO MOMENTO DE SUA PRISÃO pela mesma acusação de estupro.
Em movimento surpreendente muito intrigante em Moscou, Putin após a leitura deste relatório do FSB, ordenou hoje que fosse colocado no site oficial do Kremlin uma declaração de defesa de Strauss-Khan, se tornando assim o primeiro (NT. TALVEZ VENHA A SER O ÚNICO) líder mundial a declarar que o chefe do FMI, foi vítima de uma conspiração dos EUA. Putin afirmou ainda, "É difícil para mim avaliar a política e os motivos ocultos, mas eu não posso acreditar que ele cometeu os atos de que ele foi inicialmente acusado. Em minha cabeça, não parece ser esse o motivo de sua prisão.''
Interessante notar em todos esses acontecimentos é que um dos principais Deputados dos EUA, Ron Paul e provável candidato presidencial nas eleições dos EUA em 2012 há muito tempo declarou sua crença de que o Governo dos EUA vem mentindo sobre suas reservas de ouro mantidas em Fort Knox. O Deputado Ron Paul está tão preocupado com as reservas legais de ouro do governo dos EUA e com que o Federal Reserve está escondendo a verdade sobre as reservas americanas de ouro, que apresentou um projeto de lei no final de 2010 para forçar uma auditoria externa nesses dois orgãos que detém o ouro dos EUA. Foi, entretanto, derrotado em votação na Câmera dos deputados pelas forças que sustentam o regime de Barack Obama.
FORT KNOX onde deveriam estar depositados o ouro REAL dos EUA e não barras falsas.
Quando diretamente questionado pelos repórteres se ele acreditava que não havia mais ouro em Fort Knox ou na Reserva Federal, o deputado Ron Paul deu a resposta incrível, "Eu acho que é uma possibilidade."
Também é interessante notar é que, apenas 3 dias depois da prisão de Strauss-Kahn, o deputado Ron Paul fez nova chamada para os EUA vender suas reservas de ouro, ao afirmar, "Dado o alto preço em que o ouro está hoje e o problema da dívida interna enorme, por todos os meios, deveríamos vender no pico dos preços."
Relatórios emanados dos EUA nos últimos anos, no entanto, sugerem que não há mesmo ouro para vender, e como se pode ler como foi postado em 2009 no site de notícias ViewZone.Com:
"Em outubro de 2009, a China recebeu um carregamento de barras de ouro. O ouro é usado para regular as trocas entre os países para pagar dívidas e para liquidar os chamados saldos de balança de comércio entre países. A maior parte do ouro é trocada e armazenada nos cofres sob a supervisão de uma organização especial com sede em Londres, a London Bullion Market Association (ou LBMA). Quando a remessa foi recebida, o governo chinês pediu que os testes especiais fossem realizados para garantir a pureza e o peso das barras de ouro. Neste teste, quatro pequenos furos são perfurados nas barras de ouro e o metal é então analisado.
Os funcionários ficaram chocados ao saber que essas barras pertencentes à CHINA eram FALSAS !!. Elas continham núcleos de tungstênio, com apenas uma camada externa de ouro verdadeiro. Além do mais, essas barras de ouro, contendo números de série para seu rastreamento e identificação, tinham como origem os EUA e tinham sido guardadas em Fort Knox durante anos. Foram relatadas entre 5.600 a 5.700 barras falsificadas, pesando 400 onças cada uma (1,134 quilos cada barra), na transferência!"
O destino final da história de Strauss-Kahn não está em nosso conhecimento, mas novos relatórios provenientes dos Estados Unidos mostram sua determinação de não desistir de sua defesa sem luta e que, para isso, ele contratou o que é descrito como uma "equipe da pesada' de ex-agentes da CIA, investigadores privados e consultores de mídia para defendê-lo.
Para todos os efeitos práticos sobre a economia global, se deveria investigar para provar que os EUA, na verdade, está mentindo sobre suas reservas de ouro, e o Banco Central da Rússia ontem ordenou o aumento de sua taxa de juro em 0,25, para 3,5 por cento, e Putin ordenou o levantamento da proibição da exportação de trigo e outros grãos decretado por 01 de julho, em medida projetada para encher os cofres da pátria russa com um dinheiro que normalmente teria sido canalizado para os EUA, outro grande exportador de grãos.
A capacidade dos povos americanos para saber a verdade dessas coisas, é como sempre, tem sido minada por falsidades dos seus órgãos de comunicação controlados deixando-os em perigo de não estarem preparados para o terrível colapso (PROVOCADO) econômico de sua nação, que agora se acredita acontecerá mais cedo do que mais tarde.
© May 31, 2011 EU and US all rights reserved. Permission to use this report in its entirety is granted under the condition it is linked back to its original source at WhatDoesItMean.Com.

recebido em 13/06/11

domingo, 12 de junho de 2011

Marcha da Maconha entra na pauta do Supremo Tribunal Federal, por Rodrigo Haidar



O Supremo Tribunal Federal deve decidir, na quarta-feira (15/6), se os cidadãos podem organizar marchas com o objetivo de chamar a atenção para o debate em torno da descriminalização do uso de drogas. Foi colocada na pauta de julgamentos da Corte a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 187) ajuizada pela vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat.

A ação foi ajuizada em julho de 2009, quando Deborah ocupava interinamente o cargo de procuradora-geral da República. Na prática, o Supremo irá decidir se organizar as chamadas marchas da maconha, que vêm ganhando cada vez mais espaço no país, é o mesmo que fazer apologia ao uso de drogas. O relator da ação é o decano do tribunal, ministro Celso de Mello.

O debate deve girar em torno de três princípios constitucionais caros à sociedade: o direito de liberdade de reunião, proteção das minorias e a garantia de exercer a livre manifestação do pensamento. O ministro Celso de Mello admitiu dois amici curiae no processo. A Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (Abesup) e o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), que se manifestarão no julgamento.

A vice-procuradora pediu que o Supremo dê interpretação conforme à Constituição ao artigo 287 do Código Penal. A norma prevê pena de detenção de três a seis meses ou multa para quem fizer, “publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime”. Deborah Duprat pede que a interpretação seja feita “de forma a excluir qualquer exegese que possa ensejar a criminalização da defesa da legalização das drogas, ou de qualquer substância entorpecente específica, inclusive através de manifestações e eventos públicos”.

Como amicus curiae, a Abesup pede a ampliação da ação. A associação requer que o Supremo conceda Habeas Corpus de ofício para que seja permitido o cultivo doméstico da maconha e seu uso para fins medicinais e religiosos.

Em seu relatório, o ministro Celso de Mello destaca um dos argumentos de Deborah Duprat para justificar a necessidade da atuação do Supremo: “Nos últimos tempos, diversas decisões judiciais vêm proibindo atos públicos em favor da legalização das drogas, empregando o equivocado argumento de que a defesa desta idéia constituiria apologia de crime”.

O ministro Celso de Mello liberou seu voto para inclusão na pauta do Supremo no dia 12 de maio, nove dias antes de a Polícia Militar de São Paulo ter reprimido com violência a Marcha da Maconha organizada em São Paulo. A manifestação havia sido proibida por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo a pedido do Ministério Público. Os desembargadores consideraram que o evento se destina a fazer apologia ao uso de drogas.

Com a decisão do Supremo, as controvérsias em torno da marcha serão pacificadas. O STF já decidiu, em ocasiões anteriores, que o direito à manifestação deve ser livre. Em junho de 2007, o tribunal derrubou decreto baixado pelo então governador Joaquim Roriz, que proibia manifestações com a utilização de carros sonoros na Praça dos Três Poderes, na Esplanada dos Ministérios, na Praça do Buriti e nas vias adjacentes.

fonte:

http://www.conjur.com.br/2011-jun-10/supremo-julgar-marcha-maconha-quarta-feira

extraído de http://www.marchadaliberdade.org/2011/06/marcha-da-maconha-entra-na-pauta-do-supremo/ em 12/06/11